Marcha das Mulheres Negras é realizada nesta segunda-feira, em Belém

Richard Kill
Richard Kill
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A partir das 17h desta segunda-feira (25), será realizada a 7ª Marcha das Mulheres Negras em Belém, com saída da escadinha da Estação das Docas. A caminhada será até o Quilombo da República, na Praça da República.

O evento marca o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha e celebra os 30 anos do primeiro encontro das mulheres negras, ocorrido na República Dominicana, em 1992.

A marcha terá como tema “30 anos de luta, nossa marcha continua e se renova: mulheres negras amazônidas em luta por justiça ambiental e racial”, que objetiva lançar uma reflexão sobre o impacto das mudanças climáticas nas vidas das mulheres negras nos seus territórios, quilombos e periferias.

As coordenadorias municipais Antirracista (Coant) e da Mulher (Combel), da Prefeitura de Belém, participarão do evento.

Para a coordenadora da Coordenadoria Municipal Antirracista (Coant), Elza Fátima Rodrigues, “é impossível pensar no Brasil sem a contribuição da mulher negra na área da economia, dos cuidados e do apoio moral. Só que essa mulher negra, que a sociedade exige que ela seja forte, também precisa ser cuidada, amada e acolhida”.

Para ela, “a marcha tem o sentido político de buscar construir no dia a dia, dar visibilidade ao protagonismo de todas mulheres negras. Portanto, é necessário que se desenvolva políticas públicas, para que possam efetivamente alterar a qualidade de vida dessas mulheres”.

“Não é só para que a gente pense e reflita, é também para elaborar estratégias de sobrevivência não só de nós, mulheres negras, mas da gente enquanto sociedade, já que a proposta das mulheres negras é de transformação social, de autonomia social para todas as pessoas. Então, que se comece pela base, que somos nós”, ressaltou a jornalista e membro da organização da Marcha das Mulheres Negras, Flávia Ribeiro.

História – No dia 25 de julho é celebrado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela, uma mulher negra e importante líder do quilombo no estado do Mato Grosso.

O dia 25 de julho lembra também o primeiro encontro ocorrido em 1992, onde um grupo de mulheres negras dos países da América Latina se reuniu em Santo Domingos, na República Dominicana, para debater os direitos das mulheres, racismo e levantar debates para combater a opressão de gênero, entre outras pautas.

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