De acordo com o advogado Christian Zini Amorim, no mundo dos negócios, os contratos são ferramentas essenciais para formalizar acordos e garantir a segurança jurídica das partes envolvidas. No entanto, nem sempre esses documentos são equilibrados e justos. Cláusulas abusivas em contratos empresariais podem colocar uma das partes em desvantagem, gerando prejuízos financeiros e conflitos.
Este artigo vai explicar o que são cláusulas abusivas, como identificá-las e quais medidas podem ser tomadas para evitá-las.
O que são cláusulas abusivas em contratos empresariais?
Cláusulas abusivas são disposições contratuais que conferem vantagens excessivas a uma das partes em detrimento da outra, ferindo princípios como a boa-fé e a equidade. Essas cláusulas podem se manifestar de diversas formas, como obrigações desproporcionais, restrições excessivas ou limitações de direitos. Por exemplo, um contrato pode incluir uma cláusula que permite a uma parte rescindir o acordo unilateralmente sem justa causa, enquanto a outra parte fica sujeita a penalidades severas.

A legislação brasileira, protege contra cláusulas abusivas, considerando-as nulas de pleno direito, informa o doutor Christian Zini Amorim. No entanto, no âmbito empresarial, onde as partes são consideradas “iguais” em tese, a identificação e a contestação dessas cláusulas podem ser mais complexas. Por isso, é crucial que as empresas estejam atentas ao conteúdo dos contratos que assinam.
Como identificar cláusulas abusivas em contratos?
Identificar cláusulas abusivas exige uma análise cuidadosa do contrato, com atenção redobrada para termos que possam gerar desequilíbrio entre as partes. Alguns sinais de alerta incluem obrigações excessivamente onerosas, penalidades desproporcionais, restrições injustas à liberdade contratual ou cláusulas que limitam direitos legais, como o acesso à Justiça.
O advogado especialista, Christian Zini Amorim, explica que é importante verificar se o contrato foi redigido de forma clara e acessível. Cláusulas escritas em linguagem técnica excessiva ou de difícil compreensão podem esconder abusos. Em caso de dúvida, é recomendável consultar um advogado especializado em direito empresarial para avaliar o documento e apontar possíveis irregularidades.
Quais medidas podem ser tomadas para se proteger de cláusulas abusivas?
A principal medida para se proteger de cláusulas abusivas é a revisão cuidadosa do contrato antes de assiná-lo. Empresas devem contar com assessoria jurídica especializada para analisar os termos e sugerir ajustes que garantam o equilíbrio entre as partes. Negociar cláusulas desfavoráveis também é uma prática comum e recomendável, especialmente em contratos de longo prazo ou de alto valor.
Outra medida importante é a inclusão de cláusulas que prevejam a revisão contratual em caso de mudanças significativas nas condições do negócio, destaca o Dr. Christian Zini Amorim. Isso pode evitar que uma das partes seja prejudicada por obrigações que se tornaram inviáveis ao longo do tempo. Em caso de identificação de cláusulas abusivas após a assinatura do contrato, é possível buscar a anulação judicial dessas disposições.
Por fim, cláusulas abusivas em contratos empresariais representam um risco significativo para as empresas, podendo gerar prejuízos financeiros e conflitos jurídicos. O advogado Christian Zini Amorim considera que ao revisar cuidadosamente os contratos, negociar termos desfavoráveis e buscar assessoria jurídica, as empresas podem se proteger e garantir relações comerciais mais justas.