Ultrassonografia mamária: Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues explora quando indicar, o que esperar e por que esse exame importa

Diego Rodríguez Velázquez
Diego Rodríguez Velázquez
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Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues

A ultrassonografia mamária é um dos exames mais solicitados na prática clínica, mas ainda cercada de dúvidas quanto às suas reais indicações e ao que ela é capaz, ou não, de detectar. Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, ex-secretário de Saúde e médico radiologista, esclarece que compreender as especificidades desse método é fundamental tanto para os profissionais que o solicitam quanto para as pacientes que o realizam. 

Este artigo aborda as principais indicações clínicas da ultrassonografia mamária, suas limitações técnicas, sua relação com a mamografia e o papel que ocupa dentro de uma estratégia diagnóstica bem estruturada.

Quando a ultrassonografia mamária está indicada?

A ultrassonografia mamária tem indicações precisas que vão além da simples complementação da mamografia. Ela é o método de escolha na avaliação inicial de mulheres jovens, abaixo dos 35 anos, em razão da maior densidade do tecido mamário nessa faixa etária, que limita a sensibilidade da mamografia.

Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues destaca que a ultrassonografia é igualmente valiosa em gestantes e lactantes, situações em que a exposição à radiação ionizante deve ser evitada. Sua disponibilidade, custo acessível e ausência de radiação fazem dela uma ferramenta versátil, capaz de agregar informações relevantes em diferentes contextos clínicos ao longo da vida da mulher.

Quais são as limitações que o médico precisa conhecer?

Apesar de suas vantagens, a ultrassonografia mamária possui limitações técnicas que precisam ser consideradas na interpretação dos resultados. O exame é altamente dependente do operador, o que significa que a qualidade da imagem e a acurácia diagnóstica variam conforme a experiência e a técnica do profissional que o realiza. Essa variabilidade é um dos principais fatores que comprometem sua reprodutibilidade.

O Dr. Vinicius Rodrigues aponta ainda que a ultrassonografia tem menor sensibilidade para a detecção de microcalcificações, que são achados frequentemente associados a lesões malignas in situ e identificados com muito mais precisão pela mamografia. Por esse motivo, os dois métodos são complementares e não devem ser tratados como substitutos um do outro em nenhum protocolo de rastreamento.

Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues
Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues

Como a ultrassonografia se relaciona com a mamografia no rastreamento?

A integração entre ultrassonografia e mamografia é especialmente relevante em mulheres com mamas densas, categoria em que a mamografia isolada pode deixar de identificar lesões relevantes. Estudos consistentes demonstram que a combinação dos dois métodos aumenta significativamente a taxa de detecção de cânceres em estágio inicial nesse perfil de paciente.

Para Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, a decisão sobre qual método utilizar, ou se ambos devem ser solicitados simultaneamente, precisa ser tomada com base no perfil clínico individual de cada mulher. Fatores como idade, histórico familiar, densidade mamária e presença de sintomas devem orientar essa escolha, que é responsabilidade do médico assistente em conjunto com o radiologista.

Qual é o papel da ultrassonografia no acompanhamento de lesões já identificadas?

No seguimento de nódulos e alterações previamente detectadas, a ultrassonografia assume papel central por permitir avaliações periódicas sem exposição à radiação e com boa resolução de detalhes morfológicos. Ela é capaz de caracterizar o crescimento de uma lesão, identificar vascularização suspeita por meio do Doppler e orientar procedimentos guiados por imagem, como biópsias e punções.

O Dr. Vinicius Rodrigues reforça que o acompanhamento ultrassonográfico criterioso, seguindo os intervalos recomendados pelo sistema BI-RADS, é uma das estratégias mais eficazes para distinguir lesões estáveis de lesões com comportamento progressivo. Quando bem utilizada dentro de um protocolo estruturado, a ultrassonografia mamária é muito mais do que um exame de triagem. É uma ferramenta de acompanhamento longitudinal com impacto real na detecção oportuna do câncer de mama.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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